Níveis neurológicos: uma visão avançada

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Níveis neurológicos: uma visão avançada

Uma análise através dos Níveis Neurológicos

Todo ser humano traz dentro de si um forte anseio por felicidade e autorrealização. Essa é, inclusive, uma das características que nos distingue das demais espécies e nos impulsiona na direção do progresso em todas as áreas de nossas vidas. No entanto, apesar do empenho de muitos, poucos são os que declaram ter alcançado essa meta. Por que? Quais são as causas desse impedimento? Por que tantas pessoas queixam-se de suas vidas e não parecem não saber o que fazer para obter novos e melhores resultados? Essas não são perguntas fáceis de responder, pois há muitas questões a se levar em conta, mas, no texto abaixo apresentarei o que considero que sejam os principais fatores limitadores da felicidade e da autorrealização, e como superá-los. Para tanto, tomarei como base os Níveis Neurológicos (Robert Dilts,1988), que descrevem sete níveis de atividade mental, em ordem crescente de complexidade e dominância, que são Ambientes, Comportamentos, Capacidades, Crenças, Valores, Identidade e Propósito. 

 

AMBIENTES
Quando uma pessoa concentra seus pensamentos muito frequentemente nos ambientes (pessoas, locais, fatos, coisas, instituições, etc) com os quais ela interage, direta ou indiretamente, e sente suas expectativas frustradas em relação a isso, pode ocorrer:

Dependência de estímulos externos agradáveis para sentir-se feliz: o humor de um indivíduo pode oscilar muito quando ele se torna dependente de condições externas favoráveis para sentir-se feliz e em casos nos quais exista uma predisposição, podem surgir compulsões por estímulos prazerosos como elogios, aceitação ou aprovação dos outros, condições climáticas satisfatórias, alimentação, sexo, compras, relacionamentos, trabalho e até mesmo vícios químicos.

Soluções:

1 – Desenvolver limites saudáveis no relacionamento com os outros;
2 – Tornar-se mais independente de fatores externos (pessoas, coisas e eventos);
3 – Aprimorar nossas capacidades autogerenciamento emocional;
4 – Aprender a administrar nossos estados físicos, emocionais e mentais;
5 – Desenvolver a motivação para experienciar a autorrealização.

. Expectativas insatisfeitas: nossos cérebros são capazes de criar projeções virtuais de futuro, que auxiliam-nos a planejar, decidir e nos sentirmos motivados em direção a nossas metas, porém, quando as situações ocorrem de maneira a frustrar nossas expectativas, frequentemente ficamos contrariados e insatisfeitos.

Soluções:
1 – Aumentar nossa flexibilidade diante dos fatos e aprender a readequar nossas expectativas à realidade objetiva, fazendo os ajustes necessários a nossa percepção de mundo;

2 – De acordo com a teoria proposta por Dan Gilbert – professor de psicologia da Universidade de Harvard – a felicidade pode ser sintetizada, ou seja, quando não temos o que desejamos ter (felicidade natural), nossos cérebros são capazes de criar felicidade focando a atenção nos aspectos vantajosos de nossa condição atual; portanto, é possível desenvolver resiliência diante de adversidades, aceitar as coisas que ocorrem em desacordo com a nossa vontade e aprender a observar os acontecimentos a partir de uma perspectiva que revele os aspectos vantajosos por detrás do ocorrido.

 . Vitimização: quando uma pessoa acredita ser vítima e ter sido lesada por pessoas ou acontecimentos, ela acaba sendo dominada por sentimentos como impotência, tristeza, rancor e raiva. Frequentemente reclama e culpa pessoas, coisas ou situações por seus estados físicos, emocionais ou mentais. Reivindica, exige ou implora que os outros atendam sua vontade e permanece estacionada num estado psicológico desprovido de recursos para agir, pois acredita que seu desgosto é causado por fatores externos que estão fora de seu controle.

Soluções:
1 – Responsabilizar-se por seus pensamentos, sentimentos, palavras e ações;
2 – Desenvolver habilidades para responder com consciência as situações ao invés de reagir impulsivamente a elas
3 – Reconhecer a impossibilidade de controlar as pessoas, eventos ou os fenômenos da natureza.
4 – Aprender a aceitar aquilo que não pode ser mudado e dar vazão ao impulso de controlar através do gerenciamento de si mesmo (autocontrole).

. Revolta contra a realidade social: algumas pessoas nutrem com frequência pensamentos de inconformismo com a realidade social e como consequência disso muita tristeza e revolta podem ser experienciadas. É um tipo de vitimização com foco dirigido à instituições, grupos, culturas e à sociedade como um todo.

Soluções:
1 – Cessar as reclamações e engajar-se em ações que gerem as melhorias necessárias à realidade social que outrora a pessoa criticava;
2 – Criar um estilo próprio de vida, no qual seja possível viver seus valores, unir-se à pessoas que pensam e sentem de maneira semelhante a ela;
3 – Mahatma Gandhi disse Faça em você a mudança que você quer ver no mundo.; assim sendo, o indivíduo pode escolher concentrar seus pensamentos e ações em seu processo de autoaprimoramento.

. Intolerância para com as diferenças: se alguém age dentro da lei e não prejudica outras pessoas ou a si mesmo com seus comportamentos e maneira de ser, não há nenhum motivo para sentirmo-nos incomodados e criticá-lo. Num contexto como esse, se uma pessoa se sente incomodada e põe-se criticar, significa que sua mente está em desequilíbrio, presa a preconceitos e desejos de controlar o outro. Isso pode ser uma grande barreira a felicidade, já que a diversidade humana se torna cada vez mais evidente após a expansão mundial da internet.

Soluções:
1 – Desenvolver a capacidade de aceitar as diferenças e apreciar a diversidade de culturas, estilos de vida, religiões, convicções políticas, raças, sexos, etc;
2 – Prezar a liberdade como um valor imprescindível para uma convivência pacifica;
3 – Abstermo-nos de impor as características determinantes do grupo ao qual pertencemos às demais pessoas; respeitando portanto, as diferenças comportamentais e ideológicas de outros grupos.

 

COMPORTAMENTOS
Quando uma pessoa concentra seus pensamentos muito frequentemente nos seus comportamentos (ações, reações e hábitos) pode ocorrer:

Culpa: pode ocorrer após um autoexame no qual se constatou que um comportamento, por mais bem intencionado que possa ter sido, causou algum tipo de dano a si mesmo ou a outros. Frequentemente quando alguém sente culpa, pode criar uma avaliação negativa de si mesmo, diminuindo seu valor como pessoa, esse julgamento negativo em relação ao seu valor causa um impedimento à felicidade. Quando um indivíduo sente culpa, diálogos internos muito desagradáveis e agressivos podem surgir (o indivíduo fala para si mesmo coisas humilhantes ou degradantes) e isso dificulta uma boa autoestima. Nos dois casos, é provável que não haja permissão interna para alcançar a autorrelização, pois a culpa cria impulsos de autopunição e idéias de não merecimento.

Soluções:
1 – Ao invés de entregar-se a sentimentos de culpa, podemos nos responsabilizar pela solução, demonstrando nossa boa vontade em efetuar correções e maturidade para administrar e controlar os efeitos de nossos atos.
2 – É importante aprender a separar quem nós somos de nossas atitudes, pois um comportamento revela apenas se uma pessoa teve ou não, capacidades para agir bem num dado contexto e tempo.
3 – Poderíamos considerar que o fato de perceber e lamentar as consequências danosas de um comportamento, já é um indício de consciência, boa índole e impulso ético; portanto, somos pessoas de valor, independentemente dos resultados indesejáveis de um comportamento nosso.
4 – É altamente desejável que sejamos capazes de desenvolver um diálogo interno pleno de autoaceitação e autoapoio incondicionais.
5 – Ao invés de concentrar nossa atenção nos resultados indesejáveis gerados por nosso comportamento, podemos refletir a respeito dos aprendizados e novos entendimentos que tivemos como consequência dele.

Inflexibilidade: algumas vezes a pessoa repete rigidamente os mesmos padrões de comportamento, sem buscar alternativas diferentes e criativas. Isso pode prendê-la num loop de ações improdutivas que minam sua felicidade e autorrealização.

Solução:
Interromper o estado de loop mental, gerando flexibilidade e inovação no pensamento, para que a pessoa possa encontrar novas e melhores alternativas de comportamento.

Ineficácia: ocorre quando nossos comportamentos não alcançam o resultado o resultado pretendido, gerando frustração.

Solução:
Podemos rever e reformular nossa estratégia de ação, focando atenção naquilo que funciona e desenvolvendo mais eficácia pessoal para aumentar mais produtividade.

Ineficiência: ocorre quando nosso comportamento alcança o resultado desejado, mas isso acontece com desperdício de recursos (tempo, dinheiro, etc), de maneira falha, incompleta ou com excesso de esforço.

Solução:
Desenvolver as capacidades e competências necessárias para otimizar nossa estratégia de ação, aumentando a eficiência pessoal e alcançando resultados mais qualitativos.

Paralisação: o indivíduo sabe aquilo que quer fazer, propõe-se a fazer, mas não faz. Isso gera autocrítica e insatisfação, constituindo empecilho à um estado de felicidade e realização do potencial humano.

Soluções:
1 – Investigar se há falta de dados ou informações que possam oferecer à pessoa mais segurança para decidir e agir.
2 – Reconhecer e modificar os hábitos improdutivos que podem estar por trás da inação.

 

CAPACIDADES
Quando uma pessoa concentra sua atividade mental em suas capacidades (recursos internos, estratégia e habilidades), pode ocorrer:

Autocobrança excessiva: ocorre quando uma pessoa coloca seu foco perceptivo naquilo que ainda não é capaz de fazer, em detrimento daquilo que sabe e é capaz. Pode ocorrer também quando o indivíduo fica impaciente com o ritmo natural de desenvolvimento de suas habilidades.

Solução:
1 – Reconhecer e celebrar as repercussões positivas do uso de nossas capacidades. Podemos exercitar, com pessoas de nossa confiança, dizer palavras de autorreconhecimento que enalteçam a qualidade com a qual fomos capazes de fazer algo. Podemos fazer isso por escrito, criando anotações diárias de autorreconhecimento.
2 – Quando ficamos impacientes com o ritmo de nosso desenvolvimento pessoal ou profissional, podemos rever nossas expectativas e ajustá-las ao senso comum.

Sensação de opressão diante de uma tarefa que parece ser grande demais: ocorre quando percebemos uma tarefa como algo grande e opressor, e duvidamos de nossa capacidade em resolvê-la

Solução:
Dividir a tarefa em pedaços menores (fases, grupos, partes, etc) e concentrar nossa atenção exclusivamente em um pedaço de cada vez. Isso normalmente alivia a sensação de peso e nos auxiliar a crer novamente em nossa capacidade de realizar.

. Procrastinação: adiamento de tarefas importantes, para as quais a pessoa já tem habilidades desenvolvidas. Podem ser atividades que não são inerentemente prazerosas, mas que irão gerar grande benefício futuro. Podem ser também atividades que envolvem grande responsabilidade ou alto nível de desafio.

Solução:
1 – Descobrir os possíveis ganhos positivos por trás do adiamento da tarefa e encontrar novas maneiras de satisfazer tais ganhos.
2 – Ampliar a consciência a respeito da relevância dos ganhos positivos que serão atingidos após o cumprimento da tarefa.
3 – Investigar que crenças (idéias confirmadas subjetivamente) temos a respeito da tarefa a ser executada ou das capacidades que temos para executá-la, e perceber se tais crenças inibem ou excitam nossa motivação para a realizar a tarefa.

Limites no desenvolvimento de habilidades: Pode haver uma recusa em desenvolver habilidades ou fases estacionárias, em que, inexplicavelmente, encontramos um degrau de parada no desenvolvimento de nossas capacidades.

Solução:
1 – Investigar se existem crenças a respeito de nós mesmos, de outras pessoas ou da vida que estejam gerando bloqueio ou impedimento ao nosso desenvolvimento pessoal e profissional.
2 – No caso de fases estacionárias, podemos também investigar a qualidade da estratégia de ação adotada até o presente momento e modificá-la, aumentando sua eficiência.

 

CRENÇAS E VALORES
Quando uma pessoa concentra sua atividade mental em suas crenças e valores (critérios a respeito do que é certo ou errado, verdadeiro ou falso, relevante ou não), pode ocorrer de nos depararmos com:

Crenças limitantes: ideias a respeito de si mesmo, das pessoas ou da vida que bloqueiam ou limitam a pessoa de realizar seus objetivos ou ser quem ela deseja.

Solução:
Com a ajuda de um profissional qualificado, investigar crenças (conscientes e inconscientes), perceber o impacto que elas tem tido sobre nós, identificar e modificar as crenças que podem estar limitando ou impedindo nossa felicidade e autorrealização.

Valores hierarquicamente invertidos: muitas vezes um determinado valor está hierarquicamente mais alto; portanto, mais relevante, em relação a outro que é imprescindível para que alcancemos um resultado muito importante para nós. Por exemplo, uma pessoa pode ter decidido seguir o conselho de seu médico, adotando uma nova rotina de exercícios físicos e alimentação para recuperar seu estado de saúde, mas, apesar disso, ela continua com os antigos hábitos e prazeres tóxicos ao seu bem-estar. Provavelmente valor de obter prazer está numa posição mais alta; portanto, mais relevante, na hierarquia de critérios da pessoa, do que o valor de obter saúde (hierarquia invertida em relação ao objetivo pretendido).

Soluções:
1 – Conscientizarmo-nos da inversão de valores e aumentar a relevância do valor que é imprescindível para despertar a motivação de agir em direção a meta.
2 – Conectar o valor que queremos tornar mais importante a um outro de altíssima relevância. No exemplo que demos acima, poderíamos transformar a saúde em um critério de suma importância, conectando-a a um valor mais alto para nós, por exemplo: supondo que o amor seja o valor maior que tudo para alguém, se auxiliarmos essa pessoa a perceber que cuidar da saúde é uma significativa maneira de demonstrar amor por si mesma, é possível que a partir desse momento um grande engajamento e entusiasmo em dedicar-se ao autocuidado.

 

. Ideias e valores pré-concebidos: todos nós quando nascemos somos gradualmente inseridos dentro do contexto de nossa família, cultura e sociedade, absorvendo muitas regras comportamentais, e ideias a respeito de nós mesmos e das outras pessoas. A maioria dessas informações e do “treinamento” que recebemos tinha o intuito de nos auxiliar a viver melhor, no entanto, algumas vezes, tais ideias e valores pré-concebidos, podem tornar-se uma prisão para nossa mente e impedir a realização de objetivos muito relevantes para nós.

Solução:
Investigar se essas são ideias e critérios não foram incutidos em nós desde a infância, sem o devido questionamento. Se esse for o caso, questioná-las e relativizar sua importância de acordo com o contexto, liberando a mente de significados pré-concebidos.

 

IDENTIDADE
Quando uma pessoa concentra sua atividade mental em sua identidade (conjunto de ideias a respeito do eu), pode ocorrer:

Autoimagem distorcida e negativa: uma pessoa pode construir uma autoimagem mental – com aspectos visuais, auditivos e cinestésicos – incongruente com aquilo que os demais percebem a respeito dela por meio dos cinco sentidos; e que portanto, faz parte do senso comum. Se essa autoimagem for negativa, a pessoa sentir-se-á bastante insatisfeita e infeliz, e mesmo os outros afirmem que ela está equivocada em sua autopercepção, ela não acreditará.

Solução:
A autoimagem, bem como o autoconceito, são ideias criadas desde a mais tenra infância, com a ajuda dos pais, colegas, professores, mídia, etc; portanto, podemos dizer que é como uma mentira que contamos para nós mesmos, e que sendo desagradável, podemos mudá-la. A solução é trabalhar a mudança da autoimagem e isso é feito com extrema facilidade e elegância através do Panorama Neurossocial, método criado pelo psicólogo e trainer em PNL, o holandês Lucas Derks.

Autoconceito desatualizado: alguns indivíduos parecem estar presos a ideias antiquadas a respeito de si mesmos, como se estivessem com a mente parada numa determinada época e precisassem atualizar a percepção de si. Isso pode ser a origem de muitos limites autoimpostos.

Solução:
É necessário fazer um trabalho de conscientização a respeito de quem nos somos hoje em oposição a aquilo que éramos no passado. Perceber distinções finas e atualizar o autoconceito.

Autoconceito rígido: num trecho da música Modinha para Gabriela, de Dorival Caymmi, o auto escreve “…eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim…”, isso é um exemplo de autoconceito rígido. O pessoa que se encontra sob a influência dessa percepção inflexível de si, pode ter sentenciado-se a uma espécie de prisão perpétua do eu, impedindo-se de crescer e evoluir como indivíduo.

Solução:
No livro O Poder Sem Limites, Tony Robbins diz: “Para que ser você mesmo se pode ser alguém melhor?” Essa é uma frase que pode inspirar uma pessoa a perceber, que mais importante do que saber quem é ela hoje, é descobrir quem ela pode vir a ser. Pode ser muito motivador, pensarmos que estamos esculpindo em nós mesmos as melhores qualidades e que tal qual a escultura de um grande mestre da arte, podemos nos tornar mais do que mera matéria prima, podemos ser a grande obra prima de nossa vida.

 Identificações: algumas vezes as pessoas identificam-se demasiadamente com parentes, artistas, sábios e outros. Alguns podem chegar a reproduzir comportamentos e escolhas de outras pessoas, impedindo-os um processo de autoconhecimento, que tornaria possível a eles a viver a vida a sua maneira e desenvolver seus potenciais. Viver a sombra de alguém pode gerar empecilho a autorrealização e limites à felicidade.

Solução:
Tomar consciência de nosso valor pessoal e intransferível, de nossas qualidades únicas e valorizar as inúmeras distinções entre nós e os outros. Descobrir que podemos fazer exatamente o pessoa que admiramos fez: ela foi ela mesma e fez as coisas a seu modo; por isso, nós podemos honrá-la sendo nós mesmos e vivendo a vida a nossa maneira.

 

PROPÓSITO E CONEXÃO
Quando uma pessoa concentra sua atividade mental no propósito por trás de sua vida e em como ela se conecta com as demais vidas (conexão espiritual e visão de vida), pode ocorrer:

Falta de significado: a pessoa pode estar confusa a respeito do sentido maior por trás de sua existência, pode achar-se pouco importante para os demais ou crer que a vida não tem significado.

Solução:
Construir um significado maior, um propósito para nossa vida, através da conscientização de quais são as coisas que mais valorizamos no mundo, quem são as pessoas ou mitos que nos inspiram, o que gostaríamos de criar de positivo através de nós e que é maior do que nós, e qual é o legado gostaríamos de deixar para a humanidade. Muitos pensam, erroneamente, que seu propósito de vida será revelado de fora para dentro, quando através de uma experiência grandiosa, finalmente eles receberão a revelação de algo ou alguém, no entanto, aqueles que se dedicam a um propósito de vida, parecem ter descoberto em si mesmos, um grande e inspirador significado que norteia suas escolhas de vida.

Desconexão: Algumas pessoas podem sentir-se sozinhas e desconectadas dos demais. Tal condição, normalmente, está associada a sentimentos bastante desagradáveis. Esse sentimento de desconexão é algo criado e vivido na mente. Há vezes em que a pessoa está cercada de gente, mas sente profunda solidão, pois em sua maneira de representar internamente mentalmente a relação com os demais, ela experiencia a sensação isolamento, distancia das pessoas e falta de importância.

Solução:
É importante investigar as representações internas (imagens, diálogos internos e sensações), que podem estar criando essas sensações. Normalmente existe uma função positiva por trás disso (por exemplo: proteção). Se garantirmos que a função positiva será atendida de uma nova maneira, certamente poderemos efetivar mudanças nas representações mentais e ressignificar o relacionamento com as pessoas. O resultado é surpreendente e a pessoa sente-se conectada consigo mesma e com os demais novamente.

. Fanatismo, radicalismo e intolerância: Normalmente, crenças radicais tem uma função ordenadora na vida da pessoa; por isso, mesmo estabelecendo limites rígidos para si mesma e dificultando seu relacionamento com aqueles que não se enquadram nas regras pré-estabelecidas, as crenças radicais continuam governar a pessoa, influenciando-a em seu senso de identidade, sentimento de conexão com pessoas que pensam igual a ela, desconexão, preconceito e intolerância para com aqueles que são diferentes dela, limitando suas escolhas dentro dos parâmetros definidos pela crença e mantendo a pessoa presa a suas convicções. Isso ocorre, pois tais crenças radicais, criadoras de fanatismo e intolerância, frequentemente nascem de uma inspiradora experiência visão, na qual o indivíduo crê piamente ter encontrado a solução/saída para os problemas da coletividade; por isso, faz-se mister, revelar a visão aos demais, engajá-los e lutar contra os que se opõem.

Solução:
1 – Se a apaixonada adesão a uma causa for tão intensa e persistente que aproxima o indivíduo do delírio, tratamento especializado psicológico associado a tratamento psiquiátrico pode ser aconselhável.

2 – Quando estamos interessados em sanar esse tipo de condição em nós mesmos é aconselhável iniciar processo saudável de relativizacão das supostas “verdades universais”, conscientização dos limites de percepção da mente, desenvolvimento da empatia e compaixão pelo outro. Se fizermos isso, respeitando a função ordenadora subjacente à crença radical, teremos permissão, inclusive, para elevar hierarquicamente os critérios Liberdade Respeito às diferenças em nossa escala de valores.

Afinal, a felicidade e a autorrealização são utópicas ou alcançáveis?

Com tantas ferramentas que possibilitam mudar nossos estados de corpo e mente, não poderíamos afirmar que a felicidade ou a autorrealização são utópicas, até porque, há vários estudos científicos, como aqueles apresentados pelo Dr. Martin Seligman e sua equipe, que mostram haver indivíduos bastante autorrealizados e felizes. Com base em minha experiência profissional, nas teorias e pesquisas cientificas que deram sustentação à prática da PNL e métodos afins, que considero muito importante sermos capazes de acolher e apreciar nossa humanidade, valorizando a nós mesmos como seres humanos únicos, como seres biopsicosociais em processo contínuo de aprendizagem e desenvolvimento, que passam por oscilações naturais de humor, emoções e sensações. Já que somos os criadores dos significados que atribuímos a nós e as coisas que nos cercam, podemos extrair felicidade pelo fato de sermos quem somos, podermos aprender a gerenciar a nós mesmos e evoluir.

Conclusão:

De maneira bastante resumida e simplificada, procurei apresentar alguns dos fatores geradores de impedimento à felicidade e autorrelização e soluções possíveis para cada caso. O leitor, obviamente, deve ter notado que nem todas as soluções acima apresentadas são fáceis de executar sem o apoio de um profissional preparado para guiar-nos no processo. Escrevi esse artigo com base em metodologias como PNL, Coaching, Neurossemântica e Panorama Neurossocial; por isso, creio que um profissional capacitado e experiente nas abordagens acima citadas, certamente terá as ferramentas certas para auxiliar você a alcançar um estado de mais felicidade no dia-a-dia e desenvolver seus potenciais latentes. Aventurando-nos em nosso interior, somos tomados por surpresa e maravilha, ao percebermos que as soluções, potenciais, recursos e respostas de que tanto necessitávamos, estavam disponíveis dentro de nós. Para passar por esse processo tão significativo e valioso, certifique-se de escolher um profissional bem habilitado, que acredita em seu potencial e respeita sua maneira única de ser.

 

Autor: Maurício de Freitas

Coach Master Trainer, ICI,

NLP Master Trainer, IN,

Trainer internacional em Neuro-Semântica, ISNS

Consultor em Panorama Neurossocial

Vice-presidente das associações ICI, IN e WHO

 

By |2018-11-29T22:51:32+00:00julho 31st, 2012|Categories: Sem categoria|0 Comments

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